Tuesday, August 19, 2008

Soneto do chapati balinês

Melanésios lambões, talvez miríade
Polichinelos lá da Polinésia
Tementes ao tiloma de sua tíade
Porfiam às procelas a parrésia.

Não era palha o dravídico sorites
Dos ‘I don’t know what’ aos ‘coisa e tal’
Nem tampouco blefavam blefarites
E até em Madras medrava o madraçal:

-Como pode cachar um xá do céu
Cabalar-se um balaústre cabalístico
Depois de ensandecer um saduceu?

-Ainda assim nada haveria de místico...
-Nem sequer se parece um caduceu!
-Mais insólito que uma quadra: um dístico!



Métrica: Salve-se quem puder

1 comment:



  1. Este “soneto” é dedicado à minha irmã, que estudou poesia na ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP). Segundo ela, uma éca mesmo...

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